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FIRJAN debate sobre nova economia
         




O mundo chegou à conclusão de que o ensino com espaço concreto e tempo cronometrado já não corresponde às necessidades da era. As aulas vão precisar ser projetos colaborativos, baseados em cocriação e transdisciplinaridade. Para tanto, vamos precisar praticar resolução de problemas e pensamento adaptativo. Por exemplo, engenheiros vão entender de Ciências Humanas e Biológicas — explica Giardelli.

Esse universo de robôs e economia digital pode até parecer restrito à tecnologia, mas o especialista garante que a Indústria 4.0 é, consideravelmente, sobre mudanças culturais. Já existem, aliás, iniciativas educacionais que tentam adaptar o comportamento à próxima fase da indústria, como o movimento maker (“fazedor”, em tradução livre). Como o nome já diz, a ideia é gerar “fazedores”. Em bom português, pessoas que colocam a mão na massa, e são capazes de fabricar, modificar e consertar.

Geração maker

Já bem conhecida nos Estados Unidos, a cultura maker é uma proposta pedagógica para substituir didáticas obsoletas por atividades e espaços mais criativos. O conceito é uma extensão da filosofia DIY (abreviação para “faça você mesmo” em inglês), famosa em sites como Pinterest e YouTube. A diferença é que, com o movimento maker, essa prática toma uma direção mais técnica e educativa. Para construir robôs, ferramentas e máquinas, os alunos utilizam kits que podem conter peças, impressoras 3D, sensores, softwares livres e microprocessadores, como Lego, Raspberry Pi e Intel Galileo. Além de Firjan SENAI, o espaço vai abrigar atividades de outras duas instituições. Na casa, ambiente restaurado do início do século 20 e antiga residência da família Guinle, a Firjan vai organizar encontros entre líderes e influenciadores, com propostas concretas para a nova economia.

Enquanto isso, nas casas geminadas, também restauradas, a Firjan SESI vai coordenar toda a programação cultural do complexo. Entre os primeiros temas de trabalho da Casa Firjan, vão estar qualidade de vida, ética e transparência, cidades, nova cultura empreendedora e novos modelos de negócio.









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