INDÚSTRIA BRASILEIRA DE MÁQUINAS





Os investimentos medidos pelo consumo aparente de máquinas e equipamentos registraram crescimento no mês de julho/17 de 6,8% comparado com o mês imediatamente anterior. Este crescimento não foi suficiente para atingir o resultado observado no mesmo mês de 2017, mesmo descontado os investimentos pontuais na Siderúrgica Pecem ocorridos em junho e julho de 2016 no valor total de R$ 3,8 bilhões. Na comparação interanual, a queda foi de 19,7%, 13º queda consecutiva neste tipo de comparação (sem PECEM a queda seria de 14%). Até o mês de julho o consumo de máquinas e equipamentos acumulou queda de 25,4% (Sem PECEM 21%), indicando mais um ano de queda nos investimentos produtivos do país, o quarto (4º) consecutivo

As vendas realizadas pela Indústria de Bens de Capital, caíram 1,6% em julho/17 em relação ao mês de junho/17, em função, principalmente, do recuo das vendas no mercado externo. Cerca de 40% da receita da indústria de máquinas e equipamentos advém das exportações. Na comparação interanual, a receita líquida apresentou resultado positivo (+1,7%). No ano o setor continua acumulando queda (-5,6%), causada principalmente pela valorização do Real. No mercado interno o setor registrou pequeno recou (- 0,9%) em relação ao ano anterior (jan-jul).

Em 2017 o setor manteve o comportamento sazonal, em níveis inferiores aos observados nos anos anteriores. Na ponta (jul/17), a receita de R$ 5,8 bilhões superou o resultado de 2016 no mesmo mês, mas foi 42,2% menor do que nos meses de julho no período pré-crise (2010-2013). Este nível de faturamento nos leva a acreditar que o setor terá mais um ano de queda na sua receita

O ganho proporcionado pelo efeito Trump no final de 2015 foi completamente devolvido pela apreciação do fim do ano passado e início deste. A cotação atual, apesar da persistência das incertezas políticas e fiscais, tem seguido as oscilações internacionais e está cada vez mais longe de um câmbio competitivo, estimado em R$/US$ 3,90.

Em julho/17 as exportações do setor registraram queda de 3,4% em relação ao mês de junho/17, mas o resultado interanual, mostrou crescimento de 20%. No ano (jan-jul/17), o setor acumulou crescimento de 4,7%, contra o mesmo período anterior. A baixa demanda no mercado doméstico tem levado os fabricantes a direcionarem suas vendas ao mercado externo, ainda que com rentabilidade reduzida e eventualmente com prejuízo.

A queda de 3,4% das exportações em julho/17 foi em função da base de comparação elevada pelas vendas pontuais de válvulas industriais. No ano, o crescimento de 4,7% foi puxado por (4) quatro dos (7) sete setores fabricantes de Bens de Capital: Máquinas para Agricultura, Máquinas para Logística e Construção Civil, Máquinas para infra-estrutura e indústria de base e máquinas para petróleo.

Os principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos são, pela ordem, América Latina, Estados Unidos e Europa. No ano (jan-jul/17), o aumento das exportações para a América Latina, foi puxado pela Argentina que aumentou em 43,6% suas compras de máquinas no Brasil.

As importações de Bens de Capital Mecânicos voltaram a registrar crescimento em julho/17 (+15%), mas insuficiente para atingir o nível observado no mesmo mês de 2016. Na comparação interanual o recuou das importações foi de 24,8% (sem PECEM -16%). A atividade industrial ainda patinando no fundo do poço e atuando com alto índice de ociosidade tem inviabilizado qualquer decisão de investimento no país. No ano, jan-jul/17, a queda das importações chegou a 27,4% (sem PECEM -20%).

O crescimento das importações no mês de julho/17, foi observado na maioria dos segmentos compradores de máquinas e equipamentos. Com destaque para os setores de Infra-Estrutura e Indústria de Base (+58,4%), Máquinas para a Indústria de Transformação (9,9%), Componentes para Bens de Capital (+4,7%) e Máquinas para Bens de Consumo (20,4%). No ano, ocorreu crescimento apenas nas importações de máquinas agrícolas (+11%).

Em julho/17, a Alemanha, voltou a ganhar participação e encostou no nível de participação da China. Em peso, a Alemanha perdeu a segunda colocação para os EUA. A China manteve sua primeira colocação em quantidade no mercado brasileiro. As importações da Coréia do Sul voltaram aos níveis históricos, ao redor de 2,6%.

O NUCI - Nível de utilização da capacidade instalada, apresentou crescimento em julho e chegou a 73,2%. O Nível observado é 4,6% superior ao do mês de junho17 (70,0%) e 9,1% superior ao mês de julho de 2016 (67,1%). Este resultado foi puxado principalmente pelos investimentos realizados na agropecuária e também na indústria de bens de consumo. A carteira de pedidos, tem oscilado ao redor de 2,5 meses para atendimento em 2017. No mês de julho, após crescimento de 5,0% em junho, houve queda de 3,3% na carteira de pedidos. No ano o setor ainda acumulou queda de 5,6%.

A indústria de máquinas e equipamentos encerrou o mês de julho/17 com 288,7 mil pessoas ocupadas, uma nova queda de 0,6% em relação ao mês imediatamente anterior. Na comparação interanual houve redução de 17,4 mil postos de trabalho, a 42º queda consecutiva neste tipo de comparação. Desde 2013, quando teve início a queda de faturamento da indústria de máquinas, já foram eliminados mais de 91 mil postos de trabalho no setor.

ABIMAQ - IMPRENSA - Assessoria de Imprensa imprensa@abimaq.org.br
IMPRENSA - Felipe Cruz felipe.cruz@abimaq.org.br












Publicidades






 
                                                           
|
|
|
|
|